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sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Em busca da liberdade

 E mais uma vez me vejo encenando a mesma peça. Só que eu tinha a ilusão que estava agora mais consciente. A consciência chegou de forma tardia. Após feita a ação percebo sua dimensão e suas consequencias. Como posso mais uma vez cair no mesmo “erro”? “É essa fala que fala em mim, para além de mim”... Conseguirei mudar isso?

Meu inconsciente sempre estará lá... Apesar de alguns aspectos me pertubarem, conseguirei identificá-los antes de minhas ações e quebrar o ciclo? Não sei até que ponto isso será possível. Mas preciso acreditar nisso. De certa forma, isso já vem acontecendo. E a cada “falha” vem apenas a certeza de que agora identifico o “erro” mais rapidamente. Sou eu. Eu, como, verdadeiramente, sou. Agora, com desejo de me conhecer, me aceitar, me respeitar e me transformar.

A ausência dos sintômas bulímicos me mostra uma infinidade de Eus. Lembro-me de quando disse que queria descobrir quem eu era. Eu queria saber qual roupa eu gostava, qual livro era meu predileto, qual estilo musical era o meu, quais as minhas preferências. Minha vontade era conhecer o meu desejo.

Essa vontade permanece. Quero me conhecer. Mas não apenas o que “imitei” de “bonito” nos outros. Quero conhecer o que tenho de mais podre. Quero olhar e identificar e reconhecer como meu o que tenho de mais sujo. Quero identificar as minhas fraquezas e também reconhecer as minhas virtudes. Quero ser capaz de me ver exatamente como sou. A partir daí, sim, saberei qual o meu desejo.


Nesse momento, a menina maravilha, a criança escondida em mim, que ainda deseja a aprovação da mamãe, esta criança, que me iludiu e ilude, vai morrer. E ficará EU. Adulta, segura, livre. Para expressar o meu desejo e não mais o desejo de ser o objeto do que acredito ser o desejo do outro. Então, estarei livre.