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quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Conquistas e novos desafios

Não acredito em fórmulas mágicas, em receitas de bolo, em palpites. Mas preciso confessar uma coisa. Segui algumas fórmulas, algumas receitas, aceitei palpites. Algumas me fizeram bem, outras foram em vão. Mas mesmo pensando nas que me fizeram bem, preciso dizer, não acredito que elas sozinha, sem uma transformação no meu emocional resolveriam...

Faz um ano que não tenho mais bulimia. Conforme é de conhecimento de alguns, eu tive bulimia por 20 anos. Durante os últimos três anos eu comecei um processo de recuperação. Com esse processo, consegui ir, aos poucos, diminuindo a quantidade de crises diárias. Até que consegui cessá-las. Não foi um processo fácil, rápido ou mágico. Vivi momentos difíceis, momentos de medo, momentos de sofrimento, mas está valendo a pena.

Hoje sou uma nova pessoa. Não uma pessoa completamente diferente. Mas, certamente, uma pessoa transformada. Tenho descoberto a cada dia mais sobre quem eu sou, do que eu gosto e do que não gosto. Hoje sei que gosto de comida, gosto do que o meu corpo é capaz de fazer. E amo a vida.
Sei que ainda tenho questões que precisam ser resolvidas com a alimentação. Comer, para mim, ainda é mais do que me nutrir. Muitas vezes ainda “como” sentimentos e emoções. Ainda luto contra o comer emocional. Quando não como meus sentimentos, quando me permito sentir e viver minha vida, eu como com prazer, sinto os sabores, sem culpa, sem nóia.

Para mim, o comer emocional ainda é o resquício da bulimia e eu sei, eu sinto, que vou conseguir com o tempo superar isso, até porque a frequência do comer emocional vem diminuindo. No entanto, eu ainda fujo para o chocolate, bolo ou sorvete nos momentos em que eu sinto um vazio grande no peito e uma angústia que parece que não passa. Nesses momentos, a comida parece que me anestesia, e, por alguns instantes, eu me sinto abraçada por dentro. E, por alguns segundos, tudo parece estar resolvido.  Mas daí eu decido comer o segundo chocolate com a intenção de manter a sensação de alívio, a sensação parece passar rápida, então eu como o terceiro, agora mais rápido, agora sem sentir o sabor. Lá para o quinto ou sexto chocolate, percebo o que estou fazendo. Paro e fico triste. Não vomito. Nunca mais vomitarei!

Claro que eu me sinto péssima. Claro que penso “você não precisa disso, estava indo tão “bem”. Claro que sei que vou engordar com as compulsões. Mas não vomito. Já decidi que isso eu não faço mais. Sei que ainda tenho questões emocionais para resolver. Sei que tais questões tem tudo haver com meu comer emocional. Sei que é enfrentando a vida, que eu superarei minhas dificuldades. Chega de fugir!!!